Comparador de renda fixa — rendimento líquido no mesmo cenário

Informe valor inicial, prazo, CDI anual e rentabilidade dos produtos para calcular rendimento líquido estimado, comparar ranking, gráfico e tabela detalhada no mesmo cenário.

Parâmetros da comparação

Campos com * são obrigatórios para simular.

Incluir benchmarks

Rentabilidades dos produtos

CDB (% CDI)
LCI (% CDI)
CRI (CDI + X%)
CCB (CDI + X%)
Tesouro Selic (% a.a.)
Pré-fixado (% a.a.)
Tesouro IPCA+ (% a.a.)
Poupança (% CDI)

Resultado

Opção mais rentável no cenário simulado, com comparação rápida entre os produtos ativos.

Preencha os campos obrigatórios e clique em Simular para gerar o resultado.

Detalhes do resultado

Gráfico comparativo de lucro líquido entre os produtos selecionados.

Comparativo detalhado

Tabela com ganho bruto, IR estimado, ganho líquido e total líquido por produto.

ProdutoGanho brutoIR (estimado)Ganho líquidoTotal líquido
CDB (melhor)R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
LCIR$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
CRIR$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
CCBR$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
Tesouro SelicR$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
Pré-fixadoR$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
Tesouro IPCA+R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00
PoupançaR$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00

Como usar o comparador

Aqui a comparação usa a mesma régua de prazo, taxa e tributação estimada entre os produtos. Preencha valor inicial, prazo, CDI, Selic e rentabilidades, depois siga o passo a passo numerado: cada link leva ao ponto certo na calculadora acima e a lista diz o que fazer naquela etapa.

Depois de simular, confira na calculadora acima o ranking, o gráfico e a tabela antes de fechar a leitura.

Os valores são estimativas; regras de cada produto e do emissor podem mudar o resultado real.

Tutorial interativo

Siga a ordem dos números: preencha o cenário (valor inicial, prazo, CDI, Selic), ajuste aportes se precisar, marque benchmarks e rentabilidades, clique em Simular e só então leia resultado, gráfico e tabela na calculadora acima.

Parâmetros e configuração

O que fazer

  1. Digite o capital que entra na simulação.

O que fazer

  1. Escolha o prazo em meses ou em anos para todos os produtos.

O que fazer

  1. Informe o CDI anual usado no cenário (valor de referência ou o que quiser testar).

O que fazer

  1. Informe a Selic anual usada onde o produto depende dela.

O que fazer

  1. Preencha só se quiser incluir contribuição mensal e correção dos aportes.

O que fazer

  1. Marque quais produtos entram na comparação.

O que fazer

  1. Ajuste taxa de cada linha (% do CDI, CDI + spread ou % ao ano) antes de simular.

O que fazer

  1. Clique para confirmar o cenário e atualizar ranking, gráfico e tabela na calculadora acima.
  2. Sempre que alterar valores, clique em Simular de novo antes de comparar os resultados.

Depois de simular

Na calculadora acima, consulte resultado e detalhamento quando quiser rever os números.

O que fazer

  1. Confira quem ficou em primeiro e a distância para o segundo lugar.

O que fazer

  1. Leia o gráfico de lucro líquido por produto.

O que fazer

  1. Percorra a tabela e confira bruto, IR, ganho líquido e total por linha.

Campos com * são obrigatórios para simular (valor inicial, prazo, CDI e Selic). O ranking depende dos produtos habilitados e das taxas informadas.

Entendendo comparador de renda fixa

Base técnica da comparação de renda fixa

Comparar produtos de renda fixa exige uma regra comum: mesmo valor inicial, mesmo prazo e mesma convenção de taxa. Sem essa padronização, a leitura tende a misturar percentuais incomparáveis, porque cada ativo pode ser divulgado em base diferente (% CDI, CDI + spread ou taxa anual direta).

Quando a análise olha para montante líquido no mesmo horizonte, o foco sai do marketing da taxa de vitrine e vai para o impacto financeiro final. Essa mudança de foco é importante porque diferenças pequenas de premissa, repetidas por muitos meses, podem alterar o resultado de forma relevante.

Em termos didáticos, a comparação funciona como um experimento controlado: altera-se uma variável por vez (taxa, prazo, aporte, correção de aporte) e observa-se o efeito no ranking. Isso melhora a qualidade da leitura porque transforma impressão subjetiva em comparação numérica estruturada.

Esse raciocínio também ajuda a reduzir viés de ancoragem. Em vez de escolher um produto apenas por familiaridade ou por manchete de rentabilidade, a análise passa a considerar consistência de retorno líquido no contexto escolhido.

Para uma comparação tecnicamente limpa, três critérios precisam caminhar juntos:

  • Mesma base temporal para todos os ativos (prazo idêntico e taxa convertida para a mesma lógica de capitalização).
  • Mesma regra de tributação estimada quando houver IR sobre rendimento.
  • Mesma disciplina de caixa (com ou sem aportes; quando houver, usando a mesma regra de correção).

Sem esses três critérios, o ranking perde valor analítico e vira apenas uma lista de percentuais heterogêneos. Com eles, a leitura fica mais próxima de um comparativo econômico realista.

Convenções de taxa e conversões de base

No universo de renda fixa, a taxa pode ser apresentada de formas diferentes. Alguns produtos aparecem em percentual do CDI, outros em CDI acrescido de spread fixo, e outros em taxa anual já fechada. Para comparar corretamente, é necessário traduzir todas essas formas para um mesmo modelo matemático.

A conversão de base não é detalhe cosmético: ela define a trajetória do saldo ao longo do tempo. Usar taxa anual sem conversão adequada para uma leitura mensal, por exemplo, tende a gerar distorção tanto em montante quanto em ranking relativo.

Também é importante distinguir taxa nominal de taxa efetiva e taxa bruta de taxa líquida. Em comparação de produtos parecidos, esse cuidado evita conclusões baseadas em diferenças aparentes que desaparecem após tributação e custos.

Pontos de atenção que mais geram erro em comparação de renda fixa:

  • Comparar percentual anual de um produto com percentual mensal de outro sem normalizar bases.
  • Misturar retorno bruto com retorno líquido no mesmo ranking.
  • Ignorar carência, prazo de vencimento e janela real de resgate.

Quanto mais fiel for a convenção adotada ao contrato real de cada ativo, mais útil a análise para uso prático dos números.

Como interpretar ranking, gráfico e tabela sem viés

Ranking é uma fotografia de um cenário específico, não uma conclusão definitiva para todo investidor. Ele mostra qual alternativa entrega maior total líquido dadas as premissas escolhidas naquele instante: prazo, CDI, taxas dos produtos e política de aportes.

O gráfico sintetiza diferença de ganho líquido entre alternativas. Essa visualização é útil para captar distância relativa entre produtos: quando as barras ficam próximas, a vantagem econômica é pequena e outros critérios passam a pesar mais.

A tabela detalhada serve para auditoria da leitura. Nela, cada ativo expõe ganho bruto, imposto estimado, ganho líquido e total líquido, permitindo identificar se a liderança vem de taxa maior, benefício tributário ou combinação de ambos.

Uma leitura madura do resultado costuma seguir esta sequência:

  • Primeiro identificar se há liderança robusta ou empate técnico.
  • Depois validar composição do resultado (bruto, IR e líquido) para evitar conclusão superficial.
  • Por fim, confrontar o líder com requisitos práticos de liquidez, risco e horizonte.

Esse processo reduz leituras impulsivas e melhora consistência entre objetivo financeiro e o produto analisado no cenário.

Retorno líquido não substitui análise de liquidez e risco

O maior retorno projetado pode não ser a opção mais adequada para todos os objetivos. Liquidez, risco de crédito do emissor, previsibilidade de fluxo e necessidade de resgate antecipado podem mudar completamente a atratividade de um ativo.

Em metas de curto prazo, a prioridade costuma ser disponibilidade e estabilidade. Nesses casos, uma taxa levemente menor pode ser economicamente mais adequada do que uma taxa maior com prazo travado ou maior incerteza operacional.

Para horizonte mais longo, a análise pode admitir menor liquidez em troca de retorno esperado superior, desde que o cenário esteja alinhado ao perfil de risco e à necessidade real de caixa no período.

Uma estratégia equilibrada frequentemente combina camadas: reserva líquida para imprevistos, núcleo de médio prazo e bloco de maior prazo para buscar eficiência de retorno.

Três perguntas práticas ajudam a filtrar escolhas após o ranking:

  • Se eu precisar do dinheiro antes do vencimento, qual o impacto financeiro da saída?
  • O emissor e a estrutura do produto são compatíveis com meu nível de risco?
  • A diferença de retorno compensa a perda de flexibilidade?

Quando essas respostas são claras, a escolha tende a ser mais sustentável ao longo do tempo e menos sensível a ruído de curto prazo.

Teste de cenários e sensibilidade da leitura

Leitura robusta nasce de cenários, não de um único número. Uma boa prática é montar cenários conservador, base e otimista alterando CDI, prazo e taxa dos produtos para entender como o ranking se comporta sob diferentes contextos.

Além do ranking absoluto, vale observar sensibilidade: produtos que trocam de posição com pequenas mudanças de premissa exigem cautela, porque a vantagem observada pode ser frágil.

Aportes também devem entrar nesse teste. Estratégias que parecem fortes sem aportes podem perder tração quando a disciplina mensal de contribuição passa a fazer parte da realidade.

Checklist analítico para fechar a leitura com mais qualidade:

  • Executar pelo menos três cenários com premissas explícitas.
  • Identificar quais produtos mantêm desempenho consistente entre cenários.
  • Registrar hipóteses e motivo econômico do cenário preferido na comparação.

Esse registro cria histórico de premissas e reduz mudanças frequentes motivadas por ruído de mercado, melhorando consistência da análise no longo prazo.

Pré-fixado, pós-fixado e inflação: o que o mesmo prazo não equaliza sozinho

No pré-fixado, a taxa nominal costuma estar fechada para o período: a simulação tende a ser mais estável ante pequenas oscilações de CDI no curto prazo, mas o poder de compra final ainda conversa com a inflação realizada ao longo do tempo.

No pós-fixado em CDI (ou referência equivalente), o resultado projetado depende da trajetória da taxa de mercado mês a mês, não só do valor anual digitado como cenário. Por isso dois cenários de CDI levemente diferentes podem reordenar o ranking em prazos longos.

Títulos atrelados ao IPCA somam variação de preços a uma taxa real contratual; a leitura econômica separa repasse inflacionário de remuneração real. Comparar IPCA+ apenas com “% do CDI” sem discutir objetivo e risco mistura naturezas diferentes de produto.

Checklist antes de tirar conclusão do ranking:

  • Verificar se todos os ativos do cenário fazem sentido para o mesmo horizonte de resgate e mesma tolerância a marcação a mercado.
  • Lembrar que fundos e cotas podem ter come-cotas e taxa de administração fora do núcleo simplificado da simulação.
  • Tratar resgate antecipado como variável à parte: penalidades e preço de mercado alteram o líquido realizado.

Tributação, custos e limites de modelos didáticos

Modelos comparativos ajudam muito, mas não substituem a leitura contratual de cada produto. Tributação, custos operacionais, carência, taxa de custódia, evento de resgate e outras regras podem modificar o retorno líquido final.

Por isso, o resultado numérico deve ser tratado como estimativa estruturada. Ele organiza a análise e melhora o raciocínio comparativo, mas não elimina necessidade de conferência das condições reais da oferta.

  • Use o comparativo para triagem técnica inicial.
  • Confirme regras específicas de cada ativo antes de qualquer compromisso com produto.
  • Reavalie periodicamente as premissas quando o cenário macroeconômico mudar.

Exemplo prático

Exemplo didático de cálculo

Cenário didático fixo para leitura: valor inicial de R$ 10.000, prazo de 24 meses, sem aportes mensais, CDI de 10,50% a.a. e Selic de 10,75% a.a.; benchmark ativo para CDB (105% CDI), LCI (90% CDI), CRI (CDI + 4,5 p.p.), CCB (CDI + 6,0 p.p.), Tesouro Selic (Selic do cenário), Pré-fixado (15,00% a.a.), Tesouro IPCA+ (11,80% a.a.) e Poupança (80% CDI na simplificação didática).

  • Valor inicialR$ 10.000,00
  • Prazo24 meses
  • AportesNão (R$ 0,00 por mês)
  • CDI do cenário10,50% a.a.
  • Selic do cenário10,75% a.a.
  • CDB105% do CDI
  • LCI90% do CDI (isenta de IR)
  • CRICDI + 4,5 p.p.
  • CCBCDI + 6,0 p.p.
  • Tesouro SelicTaxa anual do cenário (10,75% a.a.)
  • Pré-fixado15,00% a.a.
  • Tesouro IPCA+11,80% a.a.
  • Poupança80% do CDI (regra simplificada do exemplo)
Resultado completo do exemplo (24 meses)
ProdutoTotal líquidoGanho líquidoIR estimado
CRIR$ 13.100,00R$ 3.100,00R$ 0,00
CCBR$ 12.950,00R$ 2.950,00R$ 520,00
Pré-fixadoR$ 12.860,00R$ 2.860,00R$ 500,00
Tesouro IPCA+R$ 12.730,00R$ 2.730,00R$ 480,00
CDBR$ 12.420,00R$ 2.420,00R$ 430,00
Tesouro SelicR$ 12.300,00R$ 2.300,00R$ 405,00
LCIR$ 12.050,00R$ 2.050,00R$ 0,00
PoupançaR$ 11.980,00R$ 1.980,00R$ 0,00

Neste tipo de comparação, o ranking é definido pelo total líquido no fim do prazo, não pela taxa nominal isolada de cada produto.

Produtos com IR podem parecer mais fortes no bruto e perder posição no líquido, enquanto ativos isentos podem ganhar competitividade no mesmo horizonte.

Quando os totais líquidos ficam próximos, a escolha prática tende a depender mais de liquidez e risco de crédito do emissor do que de diferença marginal de retorno projetado.

A principal utilidade do exemplo é mostrar mecânica de leitura: primeiro conferir premissas, depois validar composição (bruto, IR e líquido) e só então comparar posições no ranking.

A tabela de resultado completo permite ver se a liderança veio de isenção, de taxa bruta maior ou de combinação dos dois — útil quando dois produtos parecem ‘parecidos’ só pelo nome.

Os valores do exemplo são ilustrativos e servem para explicar o método de comparação. Na prática, confirme regras de resgate, tributação efetiva, custos, carência, marcação a mercado em fundos e condições do emissor; o FGC cobre hipóteses e limites definidos em regulamento, não amplia o retorno da simulação.

Perguntas frequentes

O ativo em primeiro lugar é sempre o melhor?

Não necessariamente. O ranking reflete o cenário informado; liquidez, risco de crédito e objetivo podem alterar a leitura mais adequada para cada caso.

O comparador já considera todos os custos?

Não. Custos operacionais e particularidades do emissor podem não estar totalmente refletidos.

Posso usar para analisar investimento real?

Use como apoio de análise inicial. Antes de investir, valide regras do produto, risco, liquidez e tributação efetiva.

LCI e LCA sem IR sempre vencem CDB?

Nem sempre. Depende da taxa contratada, prazo, liquidez e comparação com CDBs de maior percentual do CDI.

Tesouro Selic é igual a CDB pós-fixado?

São produtos diferentes. Ambos podem seguir taxa pós-fixada, mas mudam emissor, risco, custos e liquidez operacional.

Por que o ranking muda quando altero o prazo?

Porque imposto, efeito da capitalização e taxa efetiva variam com o tempo. Um ativo pode liderar no curto prazo e perder no longo.

O comparador considera garantia do FGC?

Não como critério de ranking. A ferramenta foca retorno estimado; analise garantia, limite de cobertura e risco do emissor separadamente.

Posso comparar com inflação aqui dentro?

De forma indireta. O comparador mostra retorno nominal; para retorno real, compare o ganho projetado com uma estimativa de inflação do período.

Como comparar quando dois ativos ficam quase empatados?

Nessa situação, liquidez, risco do emissor, simplicidade operacional e aderência ao objetivo analisado costumam ser mais relevantes do que uma diferença pequena de retorno projetado.

Devo usar taxa bruta ou líquida para simular?

Para simulação mais realista, prefira taxa líquida esperada (após custos e impostos quando aplicável). Usar taxa bruta tende a superestimar resultado.

Vale revisar a estratégia com frequência?

Sim, mas com critério. Reavaliar premissas periodicamente é saudável; trocar de ativo toda semana por oscilação pequena de ranking costuma atrapalhar mais do que ajudar.

O comparador inclui come-cotas e taxa de administração de fundos?

Em geral, não de forma completa. Fundos podem ter come-cotas de IR, taxa de gestão e regras de cotização que alteram o líquido realizado. Use o ranking como triagem e confira o prospecto e o informe de rendimentos.

Tesouro IPCA+ no exemplo já mostra ganho real de poder de compra?

O número exibido ainda é fluxo nominal projetado na lógica do cenário. Para pensar em ganho real, compare o resultado com a inflação que você espera para o período ou com simulações que explicitam IPCA e taxa fixa separadamente.

Dois CDBs com o mesmo % do CDI sempre empatam no ranking?

Não necessariamente. Liquidez, trava, carência, segmento de emissão e política de IR na saída podem mudar o que você efetivamente realiza, mesmo com taxa de vitrine idêntica.

Ver também: comparador CLT vs PJ

Atenção

Este cálculo é apenas uma simulação baseada nos dados informados e nas regras gerais vigentes. Os resultados são aproximados e não substituem a análise individualizada de um profissional especializado nem garantem qualquer resultado financeiro.

Este comparador não é recomendação de investimento. Use como apoio para estudo e confirme condições reais do produto antes de investir.